Opinión · Publicado el 20 de octubre de 2026 · 2 min de lectura
Café gelado na entrevista: até quando vamos julgar a casca e ignorar o conteúdo?

A polêmica da semana no LinkedIn gerou debates intensos após candidatos serem criticados por entrarem em entrevistas segurando um café gelado. Mas essa discussão vai muito além de um copo: ela expõe as regras invisíveis e não ditas que o mercado tradicional impõe a quem está chegando agora.
Como bem lembrou Breno Andrade, o verdadeiro profissionalismo não tem nada a ver com terno, linguagem difícil ou rigidez estética, mas sim com respeito ao tempo dos outros, ética nas relações e entrega de valor. Na mesma linha, Thiago Pereira destaca que o que realmente pesa na balança é a atitude prática — cumprir o combinado, ser pontual, assumir o que precisa aprender e tratar todo mundo com respeito.
O ponto crítico levantado por Bernardo Albernaz resume bem o problema: pesquisas de recrutamento mostram que os gestores valorizam competências reais como comunicação clara (63%), iniciativa (56%) e profissionalismo (52%). No entanto, o "profissionalismo" virou uma caixa preta abstrata onde cada avaliador impõe seu próprio padrão subjetivo sobre roupas, formalidades ou o que se carrega nas mãos.
Para a Geração Z — que muitas vezes deu seus primeiros passos profissionais em videochamadas —, navegar por essas convenções não escritas sem nenhuma orientação gera barreiras desnecessárias que desviam o foco do que realmente importa: o talento e a capacidade de resolver problemas.
O mercado de tecnologia e inovação já entendeu que grandes profissionais não cabem em moldes engessados. É por isso que no vagaslume.tech a gente acredita em processos mais transparentes, onde o foco está no que você sabe fazer e no seu potencial de impacto — com ou sem café gelado na mão.
E para você: qual "regra" antiga do mercado já passou da hora de sumir?

